Everything about oftalmo

]] do THE PORTFOLIO Venture. Sobre beleza especificamente na fotografia não encontrei ainda nada de relevante, para além dos ensaios de Sontag, de um livrinho de Robert Adams chamado "Magnificence in Photography: Essays in Protection of Standard Values" e dos diários de Edward Weston. Conhecem mais alguma coisa? Gostei por isso de ser confrontado com este poema de Miguel Torga que parece reflectir quase tudo o que a beleza tem sido ou não tem sido, desde os Gregos, quando não existia autonomamente como conceito, até ao Romantismo e Simbolismo quando a beleza period exaltação e sublimidade.

É só escolher o que se quer. E o //snapseed//, tal como o //instagram// para telemóveis, permite criar inúmeros efeitos, curiosamente quase todos de tipo "previous manner" / "classic", que simulam a fotografia antiga e que transformam praticamente qualquer imagem numa bela imagem. Escrevi há uns anos um pequeno [[ensaio

Pensam que somos espanhóis, argentinos ou uruguaios. two. Há no Brasil, independentemente de todos os problemas que se continuam a fazer sentir, um sentimento positivo. Ao contrário da prostração e da descrença absoluta que existe em Portugal, no Brasil as pessoas acreditam que as coisas hão-de (e estão a) melhorar. three. O Brasil é um país em que nos reconhecemos e onde nos estranhamos. Estranhamos para logo depois entranharmos, como dizia Pessoa. Quando visitamos um país como este como "turistas", sem tempo para verdadeiramente o conhecer, olhamos para ele no fundo como os visitantes de um museu olham para as obras dependuradas nas paredes. Admiramos as pinturas ou as esculturas, mas desconhecemos os seus autores. Vemos as obras e observamos os outros visitantes e julgamos que vimos tudo. Isto justifica ter usado esta imagem, a que por razões óbvias chamei //''As Meninas''//, da série que dediquei aos vários museus que pay a visit toámos, o MAC de Niterói, o MAM do Rio, o MON de Curitiba, o MASP e o MLP de S. Paulo, como "ilustração" do álbum descomprometido e algo anárquico //''[[REGISTOS DE UMA VIAGEM AO BRASIL

Porque se insiste em dizer que o BES Revelação é um prémio de fotografia? Para além de se observar, na minha humilde opinião, uma qualidade artística que decai de ano para ano, vemos que nos seleccionados deste ano - exposição em Serralves - não há nada de fotografia. Há vídeo - um dos trabalhos em vídeo é interessante - há pintura, há desenho. É verdade que em anos anteriores muitos trabalhos já pouco (nada?) tinham a ver com fotografia, mas este ano atingiu-se o extremo: nenhum é verdadeiramente fotografia. Um trabalho exposto, baseado em vídeo, que se apropria de algumas fotografias de notícias de jornais não parece ser suficiente para um prémio que se reclama da fotografia.

Experimentei ainda juntar ao Houaiss dicionários de sinónimos e de antónimos, dicionários de calão, dicionários de rimas fáceis e difíceis e de cada vez restava um vazio de palavras na rede da peneira; as palavras caíam todas e transbordavam da caixa que colocara por debaixo para as aparar. Perdia de cada vez algum tempo a procurar algumas palavras mais matreiras que aproveitavam a ocasião para se esconder em vários pontos da sala. Encontrei várias vezes um "cotão" debaixo do sofá, um "pó" por detrás dos livros nas estantes e um "lixo" sob a carpete. Percebi então que, ao contrário do que afirmara Mallarmé e em que M.A. Pina parecia acreditar, a poesia, se não se constrói com ideias, também não se constrói com palavras . A poesia constrói-se com nada. O substance, como sempre, tinha razão. Há nada e surge o poema. A poesia é o que conhecemos que mais se aproxima do milagre de multiplicação dos pães e do vinho, com a diferença de que, em vez de multiplicar uma existência, cria uma existência a partir de uma não existência. Existe subitamente um poema onde antes nada existia. Talvez cada poema nos permita aproximar da compreensão do Huge Bang. É a única excepção conhecida à lei da conservação da energia, a única experiência que contraria o célebre principio de Lavoisier "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Por isso não há poesia sem poetas; e eu não fui capaz de joeirar o teu poema, que procurava para te oferecer e homenagear.@@

Eu fiz uma fotografia - que até ficou interessante - e uma senhora da segurança veio symbol me "informar", como eu já estava à espera, de que não podia fotografar. Perguntei-lhe onde estava afixada essa proibição e ela indicou-me o regional. Dirigi-me para lá e fotografei-o. Ao ver o que eu estava a fazer, ela veio logo ter comigo, reafirmando com veemência que já me tinha informado que não podia fotografar. Eu esclareci que só estava a fotografar o placard com a proibição e perguntei se também period proibido. Ela mostrou o seu grande espanto e resmungou " Fotografar o placard? Para quê?,"Porque gosto de fotografar placards de proibições!". Ela, percebendo que eu não estava a fotografar as obras tão frágeis de tão notório autor, afastou-se, talvez a pensar que no seu trabalho tem de lidar com todos os tipos de loucura.

Mudam-se as vontades porque se mudam os tempos dirão eles, claro, mas os tempos não mudaram assim tanto, a não ser o lugar onde eles estão. Basta ouvir o que tantos- sem qualquer vergonha na cara e sem acto de contrição - ousam dizer acerca das agências de score, que antes eram sagradas, e do papel da Europa na resolução da crise, que antes era nenhum ou quase nenhum, pois nós éramos os culpados. Ainda hão-de um dia defender a renegociação da dívida e chamar ignorantes a quem se admirar...

]]. indent @@font-dimensions:10px;//Por forma que a nossa tarefa principal era a de aumentar o que não acontecia. (Nós period um rebanho de guris.) A gente era bem-dotado para aquele serviço de aumentar o que não acontecia. A gente operava a domicílio e pra fora. E aquele colega que tinha ganho um olhar de pássaro Period o campeão de aumentar os desacontecimentos. Uma tarde ele falou pra nós que enxergara um lagarto espichado na areia a beber um copo de sol. Apareceu um homem que era adepto da razão e disse: Lagarto não bebe sol no copo! Isso é uma estultícia. Ele falou de sério. Ficamos instruídos. Manoel de Barros//@@

]]@@

Talvez possamos encontrar nesta dupla visão da obra do século XVI e XVII algum paralelismo com aquilo que escrevemos no nosso put up anterior read more sobre a dualidade documento-ficção na fotografia.

Nos últimos anos, nas minhas idas a Figueira de Castelo Rodrigo, pude visitar, um a um, os núcleos de gravuras abertas ao público. No ano passado visitei o museu, finalmente construído sobre o vale do Douro. Este ano tive a oportunidade, que aconteceu por acaso, de visitar o núcleo da Penascosa, em Castelo Melhor, à noite. Não revi aquelas paisagens magníficas, que se vêem durante o dia, mas afoguei-me naquele céu cheio de estrelas, que me recorda sempre a infância em Figueira, e pude observar as gravuras com outra definição, pois a iluminação controlada, rasante, permite ver com muito detalhe os desenhos, alguns datados com mais de 20000 anos.

indent indent ^^em ''Teses sobre a Visita do Papa'' de //António José Forte//^^ Nota: ao usar a citação do poeta surrealista António José Forte neste //tiddler//, revoltado com alguns discursos deste fim-de-semana político, não pretendo difundir uma mensagem demagógica e populista contra os partidos, mas apenas protestar contra a mentira instalada por tantos, que nos escondem o que realmente aconteceu e que não desvendam o que vai acontecer.

As imagens são tecnicamente muito boas e evidenciam alguma sensibilidade/sentido de humor. A questão que coloco é até que ponto ela parece já estar amarrada a uma fileórmula, de que se não consegue libertar, pois já a usou em vários locais na Europa, na América do Sul, na Ásia e na África, ao longo de muitos anos. Há vários exemplos de autores que parecem ficar prisioneiros de fileórmulas, que já parecem há muito esgotadas, durante dezenas de anos ou mesmo toda a vida. Será este apenas um desabafo de here quem (bem ou mal) tem sempre partido de um projecto fotográfico para outro, que parece ser completamente diferente?

O caracol tem razão quando diz ao leitor "os fotógrafos são uns chatos". Além disso, tal como o caracol, pareço quase sempre andar sem (des)tino e deixo por onde passo, com os disparos da câmara, uma espécie de baba atrás de mim, para ser capaz de encontrar o caminho de volta. E tenho memória de caracol, memória curta, a fotografia ajuda-me a recordar.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *